Cia Forféu
Grupo de Teatro


Uma história que não se conta: Ernesto e Eu
“Uma história que não se conta: Ernesto e Eu” é um solo infantil sobre afeto. Um diálogo sobre as diferenças. Afinal, como conversar com a criança sobre as perdas e tristezas dessa vida? Com leveza! O espetáculo é um encontro entre público e a personagem Ernesto por meio das lembranças do ator, é um convite à brincadeira para a criança é um momento de recordação para o adulto. É preciso olhar para a nossa infância e contar as histórias que habitualmente não contamos!
“Uma história que não se conta: Ernesto e Eu” é uma solo bilíngue, o ator oraliza em Português e sinaliza em Libras.
Fuzuê
O espetáculo aborda o tema do cooperativismo, a partir de uma história que se passa no cortiço Fuzuê. Lá, todo mundo participa da vida de todo mundo e todos estão sempre colaborando com o bem-estar do outro. “Desde o começo do processo cênico, buscamos trabalhar de forma colaborativa, desde os estudos teóricos acerca do tema, como também nas práticas de criação”, comenta a diretora.
Entre os personagens, está Tito, um menino curioso que sonha em ser diretor de cinema e adora tecnologia. Há também Vó Zildinha, uma boleira de mão cheia, famosa na vizinhança. Juntos, eles decidem ampliar as vendas gravando vídeos para as redes sociais, mas, com o sucesso alcançado, surge a necessidade de ampliar a empresa, e os personagens decidem criar uma cooperativa. O objetivo é levar reflexões sobre como o trabalho coletivo pode ser uma forma de organização social.
“A peça não foi pensada para ser uma aula de empreendedorismo, mas sim para mostrar que o espírito cooperativo de ajuda ao próximo é inerente às pessoas e pode ser utilizado para pensar ações que promovam um bem maior e tragam benefícios coletivos”, diz o produtor Alan Gaitarosso.


IMPOSSIBILIDADES
Impossibilidades é uma peça experimental, é a primeira investida no teatro documental que a Cia Forféu faz. Com caráter de peça tese, o espetáculo busca investigar a crise da arte diante das crises sociais do nosso tempo. Inspirado no texto “Cinco dificuldades para se escrever a verdade” de Bertolt Brecht e nas publicações da filosofia Hannah Arendt, dois atores discutem as relações entre arte e sociedade, propondo o teatro como adiamento do fim, uma maneira de continuar sonhando e resistindo diante da barbárie do nosso tempo, conforme sugere o líder indígena Ailton Krenak.
Sobre a Cia
O Grupo de Teatro Forféu foi criado em 2006 com o objetivo de realizar ações entre os jovens do distrito de Iguatemi para a valorização do teatro, permitindo que estes jovens encontrem canais para expressão e participação cultural. As ações propostas foram oficinas de teatro e produção de espetáculos.
Em 2013, o grupo decidiu se consolidar enquanto empresa, tirou seu CNPJ e passou a assumir a condição de produtora cultural. Desde então, o Forféu vem produzindo em Maringá diversos projetos contanto com o auxílio dentre outros, das leis de incentivos culturais federais e municipais visando o fomento à cultura, a formação cultural e a inclusão. Sempre tendo como linha de pesquisa o teatro e a educação.
Desde 2016 o Forféu vem se especializando em acessibilidade para projetos culturais, tendo realizado apresentações com recursos de acessibilidade e ministrando aulas de teatro para crianças surdas de Maringá. Em 2017 a Forféu realizou em Maringá o primeiro espetáculo 100% acessível, oferecendo durante toda a temporada intérpretes de libras para os surdos e recurso de audiodescrição para os cegos. Produziu também em 2018 com a poetisa surda Victória Pedroni o primeiro DVD de poesia surda de Maringá, que contou com a participação de 11 poetas surdos da cidade e em 2021 com o professora Dra. Daniele Miki, surda-cega, produziu o primeiro livro em SignWriting, que é a escrita de sinais, o livro infantil “O Mundo de Miki”. O DVD e o livro foram produzidos com recursos obtidos através do Prêmio Anicetto Matti.
O Forféu produziu entre os anos de 2015 e 2017 a Mostra de Teatro Estudantil de Maringá, que durante uma semana levava aos palcos da cidade espetáculos produzidos por alunos de escolas públicas e particulares de Maringá e região, nas três edições das mostras tivemos mais de 23 escolas participando, algumas de todas as edições.
Atualmente o grupo administra o espaço cultural Arena das Artes, que além de sede Cia para realização de seus projetos, também recebe outros artistas que utilizam o espaço para suas produções, além de realizar apresentações. O Arena foi inaugurado em 2018 e já um dos principais equipamentos culturais da cidade.
